
Nas Legislativas os nossos adversários afirmam que também ganharam, ou porque aumentaram os deputados ou porque o PS perdeu a maioria parlamentar. No entanto, não podemos esquecer as condições que o Governo enfrentou ao longo do mandato para poder dar a Portugal o rumo certo. Herdou um país de "tanga" como afirmou um Primeiro-Ministro do anterior Governo e conseguiu controlar o défice com medidas pouco populares, mas sem alienar património para camuflar as contas no final do ano como outros fizeram. Modernizou a Educação introduzindo o Inglês e a Informática no ensino básico, apostou nas energias renováveis, na inovação, nas novas tecnologias simplificando e desburocratizando procedimentos e muitas outras coisas que se podiam enumerar. Foram três anos a trabalhar rigorosamente para que no ultimo ano da legislatura pudesse haver a colheita de dividendos, firmados nos sacrifícios exigidos a todos. Porém, a crise financeira com repercussões à escala mundial, fez-se sentir e, infelizmente, nos fez recuar perante a urgência de medidas de apoio a empresas e pessoas. Os dramas sociais provocados pelo desemprego aconteceram por todo o globo e Portugal não foi excepção. O Governo PS actuou em conformidade e com prontidão, tentando minimizar os efeitos deste facto. As pessoas compreenderam isto e, apesar dos nossos adversários aplicarem uma demagogia fantasiosa indicando soluções impossíveis e imputando responsabilidades indevidas ao Governo, os eleitores deram um voto de confiança ao PS fazendo com que fosse o partido mais votado novamente em 2009.
Com todas estas adversidades, se isto não é uma vitória, não sabemos o que será.
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